Barata, formiga, cupim, aranha, pulga

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Filo: Arthropoda - Classe: Insecta - Ordem: Blattodea

Descrição e Biologia

O corpo das baratas tem formato ovular e deprimido, seu tamanho pode variar de alguns milímetros até quase 10 centímetros. A cabeça é curta, subtriangular, apresentando olhos compostos grandes e geralmente dois ocelos ( olhos simples). Em geral são de coloração parda, marrom ou negra, porém existem espécies coloridas. Nas zonas tropicais, predominam as de cor marrom avermelhada, além das cores verde e amarela. O formato e o tamanho variam dependendo da espécie, mas em gênero podemos dizer que as fêmeas são maiores que os machos, porém os machos têm as asas mais desenvolvidas. As baratas gostam de ambientes úmidos e algumas espécies preferem lugares quentes. A alimentação é variada. As baratas são insetos onívoros, ou seja, comem qualquer coisa, tendo principal atração por doces, alimentos gordurosos e de origem animal. Uma curiosidade é que podem viver uma semana sem beber e até um mês sem comer. Conseguem perceber o perigo através de mudanças na corrente do ar à sua volta. Elas possuem pequenos pelos nas costas que funcionam como sensores, informando a hora de correr. As baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, através das patas e fezes pelos locais onde passam. Por isso são consideradas perigosas para a nossa saúde.

Ciclo de vida

O desenvolvimento é hemimetabolia (fases de ovo, ninfa e adulto). A postura é feita dentro da cripta genital em uma cápsula (ooteca), onde cada ovo fica separado por uma membrana. O formato da ooteca varia e o número de ovos fica entre 16 e 26. No caso da P. americana, são cerca de 50 ootecas durante a vida, que dura entre 13 e 25 meses, com uma média de 800 descendentes. A ooteca fica presa durante curto tempo à fêmea e depois é fixada em um local apropriado. Em geral, as ninfas deixam a ooteca sem o auxílio da fêmea, mas as ninfas de P. americana e B. germanica são liberadas pelas mandíbulas das fêmeas. O ciclo evolutivo pode variar de 53 dias até 2 anos, dependendo da espécie, condições ambientais e disponibilidade de alimento.

Principais espécies:

• Barata alemã:

Barata Alemã Cosmopolita (temperatura preferida: 30°C); tamanho: 10-15 mm de comprimento; originária da região oriental da África; principalmente uma praga domiciliar, mas que em noites quentes pode ir para o peridomicilio; comum em cozinhas e restaurantes; é a praga mais importante dentre as baratas, devido: alto potencial reprodutivo (sendo que a resistência a determinado inseticida se prolifera rapidamente), pela fêmea carregar a ooteca durante quase todo o período de incubação dos ovos (depositando-a em local favorável para o desenvolvimento ninfal) e pelo tamanho diminuto podendo se esconder em locais inacessíveis à ação dos inseticidas; período de incubação dos ovos: aproximadamente 17 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 38-40 dias com 5 a 6 mudas (machos) e 40-60 dias com 6 a 7 mudas (fêmeas); longevidade dos adultos: 4 meses (machos) e 6 meses (fêmeas); as fêmeas produzem de 4 a 8 ootecas, com cada ooteca apresentando de 30 a 40 ovos.

• Barata oriental:

Barata Oriental Regiões de clima temperado (temperatura preferida: 20-25°C); tamanho: aproximadamente 25 mm de comprimento; originária da região norte da África; praga domiciliar e peridomiciliar; comum em porões, adegas, banheiros; fêmea carrega a ooteca por um ou dois dias, e deposita em locais protegidos (pode cobrir ooteca com material); há partenogênese; período de incubação dos ovos: aproximadamente 40-80 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 180 dias com 7 a 8 mudas (machos) e 300 dias com 9 a 10 mudas (fêmeas); longevidade dos adultos: 60 a 250 dias; as fêmeas produzem de 5 a 10 ootecas, com cada ooteca apresentando aproximadamente 16 ovos.

• Barata americana:

Barata Americana Cosmopolita (temperatura preferida: 30-33°C); tamanho: 28-44 mm de comprimento; originária da região tropical da África; principalmente uma praga peridomiciliar, mas durante o forrageamento pode entrar no domicilio; comum em áreas de manipulação de alimentos (cozinhas) e rede de esgoto; fêmea carrega a ooteca por 24 horas, e deposita em locais protegidos; há partenogênese; período de incubação dos ovos: aproximadamente 25-40 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 130-150 dias com 9 a 13 mudas (machos e fêmeas); longevidade dos adultos: 250-350 dias, sendo menor para os machos; as fêmeas produzem aproximadamente 30 ootecas, com cada ooteca apresentando entre 14-16 ovos.

• Barata de faixa marrom:

Barata Faixa Marrom Cosmopolita (temperatura preferida: 26-30°C); tamanho: 13-14 mm de comprimento; originária da África; uma praga tanto domiciliar (presente em todos os cômodos) como peridomiciliar; fêmea carrega a ooteca por 24 horas, e deposita em locais protegidos; período de incubação dos ovos: aproximadamente 40 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 50-60 dias (machos e fêmeas); longevidade dos adultos: 115 dias (machos) e 90 dias (fêmeas); as fêmeas produzem aproximadamente 5-18 ootecas, com cada ooteca apresentando 16 ovos.

Filo: Arthropoda - Classe: Insecta - Ordem: Siphonaptera

As pulgas são ectoparasitos de aves e, principalmente, mamíferos, causam grande incômodo ao homem quando infestam o ambiente. Há cerca de 2.500 espécies de pulgas em todo o mundo, distribuídas em 16 famílias, sendo as famílias Pulicidae e Tungidae as mais importantes na área de controle de pragas.

Descrição:

Os sifonápteros medem de 1 a 3 mm de comprimento, corpo comprimido (achatado lateralmente) facilitando sua locomoção entre os pêlos do hospedeiro, e apresentam coloração marrom-avermelhada. A cabeça é curta e não destacada do corpo, as antenas curtas e os olhos são reduzidos ou ausentes. Asas ausentes e pernas saltatórias, as posteriores são maiores, adaptadas para movimentos rápidos e pulos há longas distâncias. Apresentam na cabeça e tórax fileiras de cerdas chamadas pecten, importantes para a separação das espécies. Preferem ambientes úmidos e não muito quente. Alimentam-se do sangue do hospedeiro, mas somente os adultos sugam o sangue. As larvas alimentam-se de sangue seco eliminado pelas pulgas adultas no ambiente. Uma pulga alimentada vive até 500 dias, não alimentada até 125 dias.

Ciclo de Vida:

A reprodução das pulgas é sexuada. São holometabólicos, ou seja, seu ciclo de vida compreende as fases de ovo, larva (3 ínstares), pupa e adulto. As fêmeas colocam de 300 a 400 ovos e somente após a sucção de sangue. Esses ovos podem ser depositados no hospedeiro, ninho ou chão, e eclodem após 2 a 16 dias. O período larval dura de 12 a 30 dias; formam um casulo pegajoso, onde se transformam em pupa do tipo livre (ficam aderidas ao ambiente). Após 7 a 10 dias, emerge o adulto.

Principais espécies e danos:

PULGA-DO-RATO:

Pulga de rato O principal hospedeiro é o rato-urbano. Também pode atacar outros mamíferos e o homem. Principal agente transmissor da Peste Bubônica, doença epidêmica contagiosa (quase fatal), que causa manchas escuras na pele e hemorragias internas.

PULGA-DO-CÃO:

Pulga de cachorro / cão Infesta tanto cães quanto gatos, podendo picar rato, outros animais e o homem. Substituiu a P. irritans e tornou-se problema por infestar animais domésticos. Mais comum em regiões de clima frio. Sua principal característica é possuir uma sutura (prega) dupla no 2º segmento do 3º par de pernas.

PULGA-DO-GATO:

Pulga de gato Também atacam o homem e vários outros animais. Capaz de transmitir doenças ao homem, além de provocar alergia. Mais comum em regiões de clima quente.

PULGA-DO-HOMEM:

pulga de homem Podem sugar outros hospedeiros, como suínos, cães e gatos e, raramente, ratos. Sua ocorrência é maior em casas muito velhas. Era a espécie principal do homem por habitar principalmente seus ambientes, mas está quase totalmente erradicada.

BICHO-DE-PÉ:

Bicho de pé Esta espécie é mais comum nas zonas rurais. A fêmea fecundada penetra na pele do homem e de outros animais, causando forte coceira e ulceração. Adquire-se andando em áreas infestadas, como currais, chiqueiros e praias.

Filo: Arthropoda - Classe: Insecta - Ordem: Hymenoptera

As formigas pertencem à ordem Hymenoptera, que ocupa o 3º lugar em número de espécies e são considerados os insetos mais evoluídos, ocupam destaque nessa ordem como pragas de grande importância. No Brasil existem cerca de 2000 espécies de formiga, sendo que 20 a 30 dessas espécies dão pragas, o fóssil mais antigo data de 80 milhões de anos.

Descrição:

Apresentam cabeça bem desenvolvida e destacada do corpo, unida ao tórax por “pescoço” móvel e mais ou menos alongado. Os olhos são compostos e bem desenvolvidos, antenas bem desenvolvidas, com número variável de segmentos. O tórax é normal e o mesotórax mais desenvolvido. As asas, quando presentes, são geralmente transparentes ou coloridas, sendo as anteriores maiores que as posteriores. Apresentam, também, pedúnculo abdominal com nódulos ou espinhos e são providos de ferrão ligado à glândula de veneno. Esse ferrão é utilizado como meio de defesa ou ataque para paralisar a vítima.As formigas ocorrem em praticamente todos os ambientes terrestres, com exceção dos pólos. São insetos eussociais (várias gerações convivendo no mesmo ninho), de cuidado cooperativo com a prole e a divisão do trabalho. São oníveras, alimentam-se do que encontram, seja doce, animal ou vegetal e algumas espécies, de fungos.As colônias podem variar em tamanho e os ninhos podem ser construídos no chão (tanto superficial como subterrâneo), sobre plantas, cavidades em madeiras ou troncos, ou mesmo no interior de residências sob azulejos, batentes de portas, sob o piso, aparelhos domésticos e o mobiliário. Uma colônia é dividida em castas, cada uma com funções específicas:

Rainha:

maiores indivíduos da colônia; possuem asas que caem após o vôo nupcial; responsáveis pela postura de ovos; numa colônia pode haver uma ou mais rainhas conforme a espécie;

Macho:

alado e tem função unicamente reprodutiva;

Operárias:

são fêmeas estéreis; não possuem asas; constituem a grande maioria dos indivíduos da colônia; desempenham as demais atividades da colônia.

Ciclo de Vida:

São holometabólicas. A fase de ovo corresponde ao desenvolvimento embrionário. No estágio larval ocorre o crescimento do indivíduo por meio de acúmulo de reservas, ao atingir o crescimento máximo, sofre metamorfose entrando no estágio pré-pupa, onde adquiri a forma de adulto. As larvas não se locomovem, sua movimentação e alimentação dependem das operárias, são esbranquiçadas e alongadas, com a cabeça distinta do resto. Quando pupas, não se alimentam e nem se movem, tornando-se mais semelhantes aos adultos. A duração do ciclo desde ovo até adulto varia de 35 a 45 dias. O tempo de vida também varia conforme a casta a que o inseto pertence e também à sua espécie, sendo que as operárias vivem de 2 meses a 1 ano, as rainhas podem viver de 2 a 20 anos conforme a espécie, e os machos morrem logo após a cópula.

Principais espécies e danos:

As formigas domésticas causam bastante incômodo ao homem, por infectarem alimentos e, em caso de infestação em hospitais, infectar instrumentos médicos, UTI’s, centros cirúrgicos ou berçários, pois carregam bactérias junto ao corpo. Além disso, sua picada pode ser dolorida e provocar reações alérgicas.

As principais espécies urbanas são:

Formiga Fantasma:

Formiga fantasma As operárias têm o mesmo tamanho, muito pequenas. Apresentam cabeça e mesossoma escuros com cintura e gáster claros. Formam trilhas irregulares, andando rapidamente e em zigue-zague. Não apresentam vôo nupcial. Em residências, nidificam atrás de azulejos, batentes de portas e rodapés, os ninhos são pouco estruturados e mudam de lugar freqüentemente.

Formiga louca:

Formiga Louca Apresenta coloração marrom escura a preta e antenas bastante longas. Seu nome deve-se ao hábito das operárias andarem irregularmente, quase em semicírculos. Geralmente, constroem seus ninhos fora das residências, dentro o fazem atrás de janelas e sobre forros de estuque. Seguindo as operárias pode-se encontrar o ninho ou pelo menos sua entrada.

Formiga do Faraó:

Formiga Farao Apresentam coloração marrom-amarelada, com o gáster mais ou menos escurecido na parte posterior. Nidificam em diversos lugares e podem infestar aparelhos eletrônicos ou eletrodomésticos. Não apresentam vôo nupcial. As operárias, durante o forrageamento, andam em linha reta e não possuem movimentos rápidos.

Formiga Argentina:

Formiga argentina Sua coloração varia entre marrom claro ou escuro. As operárias são do mesmo tamanho. Nidificam tanto dentro como fora de residências, e, dentro, pode ser em qualquer lugar. Pode-se encontrar a rainha na trilha de forrageamento. Não apresentam vôo nupcial.

Formiga de fogo:

Formiga Fogo Sua coloração é marrom clara e as operárias são todas do mesmo tamanho. Geralmente nidificam no exterior das residências, sob o solo ou nas árvores. Comumente encontradas em árvores frutíferas como cacau e cítricas. São atraídas por alimentos na cozinha.

Formiga Lava-Pés:

Formiga Lavapés Sua coloração varia do marrom-avermelhado ao preto. Apresentam tamanhos variados. Nidificam geralmente fora das residências e seus ninhos são facilmente identificados, pois apresentam um murundu de terra solta que, se mexido, saem grande número de operárias que ferroam dolorosamente. Essas picadas causam bastante ardor, formando bolha no local atingido. Podem infestar aparelhos elétricos e cabines de eletricidade, no interior das residências, procuram por migalhas de alimentos e são atraídas por substâncias oleosas.

Formigas Cortadeiras:

Formiga cortadeira Essas formigas para se alimentar cortam as folhas das plantas, que também servirão de substrato para o cultivo de fungos, sua fonte de alimento. Existem dois gêneros de formiga-cortadeira: Atta e Acromyrmex

Formiga saúva:

Formiga Sauva As saúvas apresentam 3 pares de espinhos no mesossoma. As operárias apresentam vários tamanhos, sendo divididas em: jardineiras (menores e com função de triturar os pedaços de vegetais, colocando-os à disposição dos fungos); as cortadeiras (com tamanho médio e função de cortar e carregar os fungos para o formigueiro) e soldados (são os maiores e sua cabeça é bastante grande, têm como principal função a de proteger a colônia). No formigueiro há apenas uma rainha, chamada de içá ou tanajura, que é bem maior que o restante do formigueiro e, quando essa morre, o restante do formigueiro também morre em poucos meses. Seus ninhos geralmente são facilmente visualizados, formados por montes de terra solta, nos quais podem ser observados vários orifícios (olheiros), que dão acesso ao interior do ninho.

Formiga Quenquém:

Formiga Quem Quem As quenquéns diferenciam-se das saúvas por possuírem 4 pares de espinhos no mesossoma. As operárias, também apresentam tamanhos e cores variados. Os ninhos não são visualizados com facilidade, cobertos por palha, terra e fragmentos de vegetais, ou até ter montes de terra solta, porém são bem menores que os das saúvas.

Filo: Arthropoda - Classe: Arachnida - Ordem: Acarina

As aranhas são artrópodes e dividem-se em 3 subordens: Mygalomorphae, Araneomorphae e Mesothelae. As espécies mais importantes no Brasil pertencem aos gêneros Lycosa, Latrodectus, Loxosceles e Phoneutria, representadas pelas tarântulas ou aranhas-de-jardim, viúvas-negras, aranhas-marrons e armadeiras, respectivamente. Existem mais de 35 mil espécies de aranhas no mundo, dos mais variados tamanhos e grau de veneno, mas poucas causadoras de acidente.

Descrição:

As aranhas variam muito de tamanho, a caranguejeira é a maior espécie, pode chegar a até 30 cm de comprimento. Habitam ambientes diversos, exceto lugares frios, inclusive áreas urbanas, o que facilita a ocorrência de acidentes. Existe apenas uma espécie aquática, Todas as espécies produzem veneno, que é indispensável para caça e digestão do alimento, são carnívoras e alimentam-se de insetos e pequenos invertebrados; algumas espécies de caranguejeiras da Amazônia são capazes de predar roedores e pequenos pássaros.
Seu corpo é dividido em cefalotórax (prossoma) e abdome (opistossoma). Na região frontal do cefalotórax existe um par de palpos (semelhante às pernas, porém menores), que possui função sensorial e de manipulação de alimento; um par de quelíceras que carrega os ferrões entre os palpos (utilizados para inoculação do veneno) e 4 pares de patas, não possui antenas. Podem possuir até 8 olhos simples, porém esse número pode variar (para menos) de acordo com a espécie. Também apresentam dimorfismo sexual, machos e fêmeas são diferentes, as fêmeas são sempre maiores.

Ciclo de Vida

A reprodução das aranhas é sexuada. Apresentam dimorfismo sexual e presença de bulbo copulador nos machos (localizado nas extremidades dos pedipalpos). Os ovos são fertilizados no momento da postura e ficam armazenados numa espécie de bolsa elaborada com fios de seda, denominada ooteca. A fêmea permanece junto à ooteca até o momento da eclosão. Em muitas espécies, após a eclosão dos ovos, os filhotes permanecem no dorso da mãe até sofrerem a primeira ecdise. As aranhas sofrem ecdises durante seu desenvolvimento até chegarem à maturidade, e algumas fêmeas de caranguejeiras sofrem ecdise anualmente, mesmo depois de adultas. O tempo de vida varia para cada espécie, desde alguns meses até alguns anos.

Principais espécies e danos

Os danos mais graves ao ser humano estão relacionados à picadas, principalmente provocadas por aranhas-marrons. O Brasil possui quatro principais tipos de aranhas venenosas, classificadas como de interesse médico, e a soroterapia é ministrada como antídoto à picada. As aranhas de teia e as caranguejeiras não representam tanto perigo ao homem, as primeiras, por não provocarem acidentes, não serão descritas a seguir. Porém, vale citar que elas possuem hábitos sedentários, permanecem em sua teia que serve de armadilha para captura de alimento, já que seu veneno tem pouca potência.

Aranhas Caranguejeiras

Aranha Caranguejeira Aranha Caranguejeira As caranguejeiras são as maiores da ordem, podendo chegar a 30 cm de envergadura. Habitam ambientes diversos. Seu veneno é pouco potente e não são agressivas, assumindo postura defensiva apenas se molestada. Seu interesse médico está relacionado aos pelos que recobrem seu corpo e são liberados no ar ao sentirem-se ameaçadas, formando uma espécie de nuvem que pode provocar alergia e grande irritação no trato respiratório, muitas vezes causando sensação de asfixia.

Aranha Armadeira:

Aranha Armadeira Aranha Armadeira São as mais agressivas. Apresentam coloração acinzentada ou castanho-escura, com pares de manchas ao longo do dorso do abdome. Chega a 17 cm de envergadura e salta a uma distância de até 40 cm. Não fazem teia. Seu ataque é feroz, desferindo várias picadas seguidas e injetando veneno em cada uma. Habitam vários ambientes, inclusive residências.

Aranhas de Jardim ou Tarântulas:

Aranha de Jardim Aranha de Jardim Chega a 5 cm de envergadura. Possui coloração acinzentada com mancha negra em forma de seta no dorso do abdome e seu veneno é pouco potente. De hábitos diurnos, vive próximo à residências e piscinas, em jardins e pastos, o que facilita acidentes. As fêmeas carregam a ooteca presa ao abdome.

Viúva Negra

Aranha Negra Aranha Negra Possui coloração preta com mancha vermelha no abdome. A fêmea mede de 2,5 cm a 3 cm e o macho apenas alguns milímetros. Seu nome advém do fato da fêmea, na maioria das vezes, devorar o macho após o acasalamento. Vive em teias que constrói sob vegetação rasteira, arbustos e barrancos e, embora cada uma viva em sua própria teia, é comum formar-se um aglomerado. Em geral, seu veneno é extremamente potente e mortal. A espécie brasileira não oferece perigo aos seres humanos, tanto que não se produz soro para este tipo de acidente no país.

Aranha Marrom:

Aranha Marrom Aranha Marrom Possui cefalotórax mais achatado. De tamanho pequeno, não ultrapassa 2,5 cm de envergadura, com pequena presença de pelos e sua coloração é castanha. Tem hábitos noturnos e são muito comuns dentro de residências, escondendo-se atrás de quadros, móveis, entre as roupas usadas (principalmente nos lugares mais suados e com odor mais forte). Não faz teia, mas forra seu abrigo com um tapete pegajoso de seda.A aranha-marrom é conhecida por causar os piores envenenamentos, já que seu veneno destrói as células sangüíneas, destruindo tecidos e provocando necrose. Como seu veneno tem efeito anestésico, a vítima só se dá conta e procura ajuda médica com os sintomas já avançados.

Filo: Arthropoda - Classe: Insecta - Ordem: Isoptera

Ocorre em áreas de climas tropical e temperado. Há cerca de 2 mil espécies descritas, 250 delas presentes no Brasil pertencem a 3 famílias: Kalotermitidae, Rhinotermitidae e Termitidae. São conhecidos mundialmente por termite, em latim, que significa “verme que rói a madeira”, no Brasil a palavra cupim é de origem Tupi.

Descrição :

São espécies sociais, organizam-se em castas de indivíduos ápteros ou alados. A cabeça é livre, com forma e tamanho variáveis, as formas aladas geralmente com olhos, que são atrofiados nas ápteras. O aparelho bucal é do tipo mastigador e bem desenvolvido, principalmente nos soldados. O tórax é achatado e com protórax destacado dos demais segmentos. Apenas os cupins reprodutores apresentam 2 pares de asas membranosas, que possuem uma sutura basal que se rompe e destaca-se do corpo após a revoada. Vegetarianos, a alimentação varia conforme a espécie: madeira viva ou morta (vários estágios de decomposição); derivados de celulose (protozoário no sistema digestivo auxilia na digestão da celulose); herbáceas e gramíneas vivas; detritos vegetais e partes vegetais vivas; fezes de herbívoros e húmus. Uma característica comum a todas as espécies de cupins é a sensibilidade à luz.Os indivíduos são distribuídos em castas com diferentes morfologias, são adaptados ao trabalho que desempenham e vivem em ninhos, que podem ser construídos em diversos lugares. Existem, basicamente, 3 castas de indivíduos:

Alados:

destinados à reprodução e responsáveis pela formação de novas colônias. Em cada colônia há o casal real (reprodutores), a fêmea é a rainha, que sofre fisogastria e é responsável pela ovoposição, e o rei, que permanece junto à rainha, tem função de fecundá-la periodicamente. Em caso de morte ou doença de um dos reprodutores, os mesmos são substituídos pelos reprodutores de substituição;

Soldados:

responsáveis pela guarda do ninho e proteção dos demais indivíduos da colônia;

Operários:

casta mais numerosa da colônia e composta por indivíduos ápteros e estéreis, são responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, como obtenção de alimento, construção, reparo, expansão, limpeza do ninho, etc. Os operários são importantes para a regulagem social da comunidade, através da trofalaxe regurgitam alimento (alimento estomodeal) e secreção salivar ou fluído fecalóide. Essas substâncias, além de valor nutritivo, transportam feromônios reguladores do desenvolvimento social da colônia e também os protozoários necessários para a digestão de celulose. Outro papel importante dos operários é o saneamento da colônia, através da remoção de indivíduos doentes, mortos ou anômalos. Para isso, os operários podem devorar esses indivíduos ou sepultá-los nas paredes ou em outras câmaras da colônia.

Ciclo de vida

Apresentam desenvolvimento incompleto, compreendendo as fases de ovo, ninfa e adulto. As ninfas sofrem ecdises até chegarem à forma adulta. É durante essa fase de desenvolvimento que será definida a “finalidade” da ninfa, ou seja, se transformarão em operários, soldados, reprodutores alados ou de reposição, de acordo com a necessidade da colônia. No último estágio, as ninfas podem desempenhar as funções dos operários.Após a revoada, os alados perdem as asas e juntam-se aos pares, saindo à procura de local adequado para o estabelecimento da nova colônia. Decorridos alguns dias após a cópula, a rainha começa a postura. As primeiras posturas originam operários apenas, que darão início à construção da colônia. Depois de estabelecida a colônia, surgem os indivíduos das outras castas. Após atingir a maturidade da colônia (por volta de 5 anos), começam também a surgir os indivíduos alados que irão fazer novas revoadas para criar novas colônias.

Principais espécies e danos:

Os principais danos são nas estruturas de madeira, móveis e outros derivados de celulose como livros e papeis em geral. Os cupins que causam problemas no meio urbano são:

Cupim de madeira seca:

Cupim Madeira Habita áreas de climas subtropical e tropical, mesmo em regiões que apresentam inverno rigoroso. É uma espécie estritamente antropófila, sem registro de indivíduos encontrados em ambientes naturais. Fazem seus ninhos dentro dos moveis ou do madeiramento propriamente dito, e suas colônias são pequenas.
Sinais de infestação: são bem discretos em infestações iniciais, porém o sinal mais típico é a presença de grânulos (resíduos fecais) amontoados e localizados abaixo dos orifícios de expulsão. Outra evidência, em caso de infestações com presença de colônias maduras, é a presença de asas espalhadas no recinto.

Cupins Subterrâneos:

Cupim Subterraneo Os cupins-subterrâneos alimentam-se de madeira e derivados de celulose. Vivem em ninhos que são construídos em locais ocultos no solo ou em cavidades, a umidade e ausência de luz são condições ideais. As colônias são consideravelmente grandes, compostas por milhares de indivíduos e, por conseqüência, o ninho expande-se muito com o aumento populacional. Exploram largamente o ambiente sempre à procura de novas fontes de alimento. A principal característica desses cupins é a construção de túneis de terra (composto por fezes), denominados túneis de forrageamento.

Sinais de infestação:

Presença de túneis de forrageamento, comumente em batentes de portas, fundos de armários e guarda-roupas embutidos, caixas de luz, conduítes, dentre outros.

Cupins de solo ou grama:

Cupim de Solo A cabeça é alongada e subretangular, de mandíbula longa e retorcidaAtacam as raízes de mudas de árvores, além das plantas adultas. Realizam galerias no sistema radicular, prejudicando a absorção e translocação de nutrientes. O sinal de infestação é a presença de gramado amarelado.

Cupim de Montículo:

Cupim MorticuloCupim Morticulo Os ninhos são em montículos, de formato variável, de 50 a 100 cm de altura. Apresentam uma câmara externa de terra, de 6 a 10 cm de espessura, cimentada com saliva e a câmara interna, de celulose e terra, menos dura e com galerias. Existem controvérsias quanto aos danos causados por esses cupins, porém, em áreas urbanas, o problema está relacionado à estética e também ao fato de atraírem escorpiões, que se alimentam desses cupins, podendo assim provocar acidentes.